quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Psicopata Anônimo

Ela não o conhecia, mas sabia que eles tinham algo em comum.
Ele olhou de uma forma tão hipnotizadora para ela, que ela saiu de seu mundinho e foi
para outra dimensão. Havia um laço os unindo, um laço estranho...
Mas, nada de que ela possa temer.
Ela a pegou pela mão, e a puxou para um beijo eterno... Um beijo excitante.

"Vamos, seja a minha rainha. Venha para a minha casa." E lá foi ela. Seguindo seu amor.
Ou sua alma gêmea. Dizem que as vezes, nossa alma gêmea não é alguém do qual 
vamos amar logo de início, ou alguma pessoa certa. 
Pois bem.
Naquela noite, tudo estava perfeito. Parecia um sonho se tornando realidade.

"Me de sua alma." Foi tudo que ela precisava ouvir naquela noite. 
O amor era tanto que ela deu a unica coisa que prestava, a sua alma. 
Mas, logo então, ele a arrancou seu coração e o rasgou em dois.
Desde então, a alma dela dentro dele, sempre chora. 

Menina de Vidro

Ela viva sozinha, como se fosse uma flor solitária.
Olhava para o céu, com a esperança de um dia alcançar as
estrelas. Coisas impossíveis ela sonhava.
No seu caderno negro, ela escrevia o que  a fazia chorar, com sua lupa
o invisível ela tentava enxergar. 

Mas, toda história tem seu ponto trágico. Essa não é diferente.
A menina que observava os céus, um segredo escondia.
No mundo das sombras ela habitava, sozinha...
Uma assassina sem coração ela era, e escondia em uma caixa os olhos
alheios.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Bailarina de papel


Ela era uma linda bailarina que sonhava com um mundo todo branco como as nuvens.
Ela dançava sob o luar como se não houvesse amanhã.
Ela cantava (lala) Ela dançava (lalala). Ela era filha da noite.

Ela estava tristinha, coitadinha. Ela queria ser mais do que uma bailarina de papel. Ela queria ser uma borboleta.
Seu sonho era impossivel, assim como seu amor pelo mundo todo branco. Ela era uma linda bailarina de papel.

Ela estava dançando em frente ao seu espelho prateado.
Ela estava com sua pulseira de navalhas, queria arranha-las em sua pele se seda branca.
Queria ser livre da sua caixinha estreita de pesadelos.

Com uma navalha nas mãos, e um sonho dentro de si, ela fez o que seu coração pediu "não quero mais bater por você."
Arranhou seus pulsos, sujou o chão de vermelho... Vermelho com amor, e agora dança no seu mundo todo branco para sempre. 

Lunático

Olho as estrelas e procuro algo além delas.
A ultima carta que você me mandou, está em cima da mesa
As vezes, acredito que o meu coração ferido vai se recuperar...
Mas depois, percebo que é só coisa da minha cabeça cansada.
Eu fujo para as estrelas, elas me ajudam a pensar.
Sou uma lunática perdida em minhas fantasias e sonhos ocultos.